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O CIESPI repudia a ação policial em Senador Camará "O Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância - CIESPI - vêm por meio desta apoiar e subscrever a Nota Pública vinculada pelo Observatório de Favelas: Repúdio à ação policial em Senador Camará. Também nos colocamos aliados a todas as manifestações públicas de posicionamento pelo fim da atual política de confronto e enfrentamento implementada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, e que tanto dano e morte têm causado a nossos parceiros e aliados nas comunidades em que atuamos, assim como a população moradora de favelas da cidade." Veja abaixo a nota na íntegra. Fonte: http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatorio/noticias/noticias/4588.asp A megaoperação realizada ontem (17/10) na comunidade da Coréia, em Senador Camará (RJ), que mobilizou pelo menos 500 policiais e terminou com o triste saldo de 12 pessoas executadas, entre elas uma criança de 4 anos, e cerca de quatro feridos é resultado da ação policial baseada no confronto que vem sendo intensificada desde o início da gestão de Sérgio Cabral. Mesmo diante de tantas mortes, o governador do Rio, através de declarações públicas, tem dado carta branca para as incursões de extermínio da polícia. Há 10 meses a população do Rio de Janeiro vem assistindo a repetidas execuções sumárias de supostos traficantes. As ações da policia têm provocado medo e terror nas comunidades, impedido o funcionamento de escolas públicas e fechado o comércio local assim como aconteceu no Complexo do Alemão. No dia 27 de Junho de 2007, uma megaoperação nesta comunidade deixou 19 mortos. Desde então, em várias comunidades no Rio, mais de 100 pessoas foram assassinadas durante incursões policiais. As cenas exibidas pela televisão confirmam que o foco principal da polícia é a execução: dois rapazes, supostamente traficantes, foram perseguidos por helicópteros, alvejados e mortos diante das câmeras. A polícia do Rio insiste em ter como critério de eficiência o alto índice de mortes. A política de segurança pública militarizada que vem sendo implementada por sucessivos governos do Estado do Rio de Janeiro tem chamado a atenção de organismos internacionais de direitos humanos. O relator especial da ONU sobre execuções sumárias, Philip Alston, estará no Brasil a partir do dia 4 de novembro e no dia 7 chega ao Rio para acompanhar de perto as denúncias de violência geradas pela atual política de segurança pública. As organizações abaixo-assinadas reafirmam o posicionamento pelo fim da política do confronto que criminaliza a pobreza e exigem a adoção de um modelo de segurança pública que tenha como objetivo a garantia dos direitos humanos. Exigimos ainda a rigorosa investigação das circunstâncias de todas as mortes ocorridas na Favela da Coréia, em Senador Camará, zona oeste do Rio. Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2007 Justiça Global Outras notícias: |
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