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JOVENS EM AÇÃO NA CRIAÇÃO DE CIDADES INCLUSIVAS

                                                               

O objetivo do projeto “Jovens em ação na criação de cidades inclusivas” é contribuir para tornar as cidades mais inclusivas e permeáveis à participação ativa e ao desenvolvimento juvenil. A proposta se baseia em uma importante demanda dos jovens por melhores condições de vida no contexto urbano, onde residem. O projeto foi delineado com base em parcerias de pesquisa previamente estabelecidas e em iniciativas comunitárias existentes com um extenso histórico de engajamento com jovens no Brasil e na Índia.

O envolvimento de adolescentes e jovens no desenvolvimento de políticas públicas é importante, tendo em vista os distintos desafios enfrentados por essa população, relacionados a urbanização, acesso a direitos, processos democráticos de participação social e, particularmente, no que tange a sua inserção produtiva. Com essas questões reconhecidas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU), este é um momento crucial para: (a) analisar criticamente as experiências dos jovens no que se refere à sua subsistência e (b) inovar e repensar como os jovens podem participar ativamente do processo de construção de políticas que buscam responder a esses desafios.

Por meio de uma abordagem criativa e estratégica, incluindo o compartilhamento acessível dos resultados, a equipe de pesquisa envolverá jovens e adultos interessados em transformar políticas e práticas locais. Uma das metodologias adotadas inclui o intercâmbio de conhecimentos e experiências, em âmbito nacional e internacional, para subsidiar os jovens na construção de suas estratégias de inclusão e pertencimento.

São necessárias perspectivas diversas e inovadoras para enfrentar os desafios que impedem que as cidades atinjam um desenvolvimento sustentável. Os parceiros na Índia e no Brasil desenvolveram, independentemente, abordagens socialmente inovadoras para engajar os jovens como parceiros na promoção da cidadania, visando a mitigação dos efeitos da pobreza e da desigualdade social e a construção de perspectivas para sua inserção produtiva. O projeto oferece a oportunidade de promover essas práticas, incorporando-as às ações locais, além de monitorar, avaliar e aprender em contextos que possibilitam uma maior aplicabilidade.

Para atingir essas metas, o projeto irá incluir as seguintes ações ao longo de 12 meses: 

  • Estabelecer um grupo consultivo jovem na Índia e no Brasil para atuarem como co-pesquisadores e conselheiros ao longo do desenvolvimento do projeto;
  • Realizar análises de políticas públicas, em ambos os países, focadas nos meios de subsistência dos jovens, tendo como base: os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), censo nacional e demais dados considerados relevantes para o objetivo da pesquisa;
  • Executar o projeto “Caravana Urbana”, um em Mumbai (Índia) e o outro em Volta Redonda (Brasil), destinado a auxiliar projetos de inovação social conduzidos por jovens;
  • Enfatizar no intercâmbio de conhecimento e saberes entre a Índia e o Brasil; e
  • Organizar eventos, visando a troca e disseminação de informações relevantes nos níveis local e global, incluindo: eventos internacionais; materiais destinados a profissionais; produtos que estimulem o engajamento de jovens; sínteses com base nos resultados da pesquisa conduzida; resumos de políticas públicas destinadas à participação de jovens e publicações acadêmicas.

Trata-se de um projeto empolgante, que apoia a construção de estratégias de inserção cidadã e produtiva para os jovens, tendo em vista cidades mais inclusivas.

Para outras informações, consulte Shaping Youth Features

                                                                 Realização

                                    

                                                     Instituições parceiras

                                   

PRIMEIRA INFÂNCIA PARTICIPATIVA E INCLUSIVA: AMPLIANDO OPORTUNIDADES DE EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS EM CONTEXTOS DE VULNERABILIDADE


Pesquisas em âmbitos nacional e internacional reconhecem a importância de assegurar os direitos das crianças desde a Primeira Infância, uma vez que os primeiros anos de vida são fundamentais para o seu desenvolvimento. O projeto Primeira Infância Participativa e Inclusiva tem como objetivo contribuir para os debates, políticas e ações relacionados ao tema, buscando ampliar as oportunidades de educação de crianças na Primeira Infância em contextos de alta vulnerabilidade.
Cabe destacar que a equipe do CIESPI/PUC-Rio vem se dedicando ao tema da Primeira Infância há vários anos, desenvolvendo pesquisa e ação social, priorizando crianças em contextos de alta vulnerabilidade, como, por exemplo, crianças pequenas crescendo em comunidades de baixa renda, favelas e jovens mães em situação de rua. Tem, ainda, investido em iniciativas de incidência política, especialmente em parceria com a Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), em interlocução com cerca de 240 organizações em todo o país.
Em âmbito internacional, o projeto é coordenado pelo Departamento de Educação da Universidade de Edimburgo (Escócia) e, no Brasil, pela professora Irene Rizzini, em parceria com pesquisadores de quatro países: Brasil (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/CIESPI), África do Sul (Universidade da Cidade do Cabo), Essuatíni (Universidade de Essuatíni) e Palestina (Universidade de Bethlehem).
Os conceitos centrais que serão aprofundados nessa pesquisa são: “educação inclusiva”, que significa incluir todas as crianças em áreas-chave da vida educacional e social, e “educação participativa”, que reconhece a importância da participação das crianças, dos pais e o papel da comunidade na educação.
Os países envolvidos no projeto desenvolverão seu trabalho de campo em comunidades específicas para conduzir pesquisas e ações colaborativas com parceiros locais. A equipe brasileira atuará em duas comunidades (Rocinha e São Gonçalo) e envolverá atores em âmbitos local, estadual e nacional, visando definir prioridades e promover mudanças nas condições de vulnerabilidade e exclusão social de crianças pequenas.

Quatro questões norteiam o projeto:
1. Como as políticas públicas, sistemas e organizações atuais apoiam, ou não, a educação inclusiva em contextos de vulnerabilidade?
2. Quais informações, saberes e especialidades podem servir de base para a compreensão dos diferentes contextos, assim como, dos riscos, habilidades e oportunidades da educação da primeira infância para as crianças e suas famílias?
3. Como a pedagogia participativa e inclusiva pode ser sustentável e incorporada nas comunidades, em seus contextos formais e informais, de maneira a oferecer o apoio necessário para a aprendizagem infantil?
4. Há um componente econômico para a pedagogia inclusiva da primeira infância? Em caso positivo, quais são os elementos relevantes e quais são os custos e benefícios de curto e longo prazo?

O projeto visa também contribuir para a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS - Organização das Nações Unidas) relacionados à educação na Primeira Infância e à criação de ambientes inclusivos, seguros e de prevenção à violência infantil. Ele enfocará, mais especificamente, a meta ODS 16.2, que explicita o fim do abuso, da exploração, do tráfico e de todas as formas de violência e tortura contra crianças por meio do enfoque em ambientes de educação para a Primeira Infância (Early Childhood Education - ECE) e da prevenção à violência. Esta agenda global é particularmente pertinente diante de dados crescentes que demonstram as desigualdades profundas enfrentadas pela população jovem, em especial por aqueles em contextos de maior vulnerabilidade, acarretando, na maioria dos casos, a violação de seus direitos.

As principais metas do projeto são:
1) Explorar, desenvolver e analisar criticamente os conceitos e a aplicação da pedagogia participativa inclusiva na educação para a Primeira Infância;
2) Apoiar a interrelação entre comunidade e gestores em níveis municipal, estadual e nacional, visando ampliar as oportunidades de educação e desenvolvimento de crianças na Primeira Infância em contextos de alta vulnerabilidade;
3) Desenvolver metodologias participativas e métodos formulados com parceiros envolvidos no projeto, visando o engajamento de crianças, famílias e atores interessados e mobilizadoras do tema nas comunidades participantes;
4) Orientar/formar jovens pesquisadores;
5) Fornecer material relevante (informes de pesquisa, materiais audiovisuais, etc.) para atores-chave, de forma a subsidiar políticas públicas, além do engajamento direto com representantes envolvidos em processos de tomada de decisão.

EQUIPE (CIESPI/PUC-Rio)

Coordenação:
Irene Rizzini
Coordenação executiva:
Maria Cristina Bó
Consultoria:
Internacional: Malcolm Bush
Nacional: Cristina Laclette Porto
Comunitária: Antônio Carlos Firmino

Pesquisa:
Renata Brasil
Carolina Terra
Eliane Gomes
Leandro Castro

Assistentes de pesquisa:
Claudia Mendes
Mônica Regina de Almeida Figueiredo

Estágio:
Everaldo de Toledo

MONITORAMENTO DOS PROCESSOS DE PARTICIPAÇÃO INFANTIL EM POLÍTICAS E PROGRAMAS DE PROTEÇÃO À INFÂNCIA EM ÂMBITO INTERNACIONAL

          Programa Institucional de Internacionalização - CAPES-PRINT- Edital no. 41/2017


Este projeto, em desenvolvimento no Departamento de Serviço Social da PUC-Rio, em parceria com o CIESPI, sob a coordenação da Profa. Irene Rizzini, tem origem em uma pesquisa realizada em parceria com a Ryerson University (Canadá), intitulada “Monitoramento dos processos de participação infantil em políticas e programas de proteção à infância no Canadá e em âmbito internacional”, como parte das atividades da rede International and Canadian Child Rights Partnership (ICCRP), que envolve universidades de quatro países: Brasil (PUCRio/CIESPI), Canadá (Ryerson University e Mgill University), Escócia (University of Edinburgh) e África do Sul (University of Cape Town/ Children’s Institute).

No presente projeto, com apoio da CAPES, a proposta é ampliar o escopo de análise na América Latina e envolver outras parcerias na região. A pesquisa tem como objetivo analisar abordagens teóricas e metodológicas produzidas nos países latino-americanos sobre o direito à participação infantil e juvenil, principalmente no que se refere a sua implementação no âmbito dos programas de proteção e garantia de direitos. Uma de suas metas é subsidiar políticas e ações, em âmbitos nacional e internacional, levando-se em consideração as perspectivas de crianças, adolescentes e jovens e o incentivo a sua participação nos espaços onde decisões são tomadas sobre suas vidas.

Acesse aqui a base de dados bibliográficos idealizada com o propósito de sistematizar e socializar as informações coletadas e facilitar o acesso à produção científica sobre o tema na América Latina no período de 2005 a 2019.

Ações 2019

Equipe
Coordenação: Irene Rizzini (Professora do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio e Diretora-Presidente do CIESPI/PUC-Rio)

Parcerias internacionais:
Ryerson University, Canadá - Tara Collins
Mcgill University, Canadá - Monica Ruiz-Casares
University of Edinburgh, Escócia - Kay Tisdall
University of Cape Town, África do Sul - Lucy Jamieson
International Institute for Child Rights and Development, Canadá - Laura Wright

CIESPI/PUC-Rio:
Coordenação executiva: Maria Cristina Bó
Consultor internacional: Malcolm Bush

Pesquisa:
Renata Mena Brasil do Couto
Mônica Regina de Almeida Figueiredo

Base de Dados Bibliográficos:
Marcelo André Bentes dos Santos, TI
Claudia Mendes 
Mariana Menezes Neumann

                                      

CONHECER PARA CUIDAR

                              

                                 Edital de Chamamento Público CONANDA/MDH 001/2017

O presente projeto tem como objetivo realizar um levantamento de dados quantitativos e qualitativos sobre crianças e adolescentes em situação de rua e em acolhimento institucional com trajetória de vida nas ruas, tendo como referência as dezessete cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes. São elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas, São Luís, São Gonçalo e Maceió.

Para tanto, o projeto realizará três pesquisas complementares:
1) Levantamento nos serviços públicos e privados que atendem crianças e adolescentes em situação de rua;
2) Levantamento do perfil amostral de crianças e adolescentes em situação de rua;
3) Levantamento do perfil amostral de crianças e adolescentes em serviços de acolhimento institucional, com trajetória de vida nas ruas.

Além da pesquisa de campo, o projeto reunirá em um grupo de trabalho organizações especialistas no acolhimento institucional de crianças e adolescentes em situação de rua, para, a partir da Resolução n° 001/2016 CONANDA/CNAS, formular um guia metodológico e de boas práticas para subsidiar as equipes profissionais nas unidades de acolhimento institucional que atendem essa população.
Com isso, visamos colaborar na construção de subsídios para a qualificação dos fluxos de atendimento e a elaboração de estratégias de articulação entre os operadores do Sistema de Garantia de Direitos no atendimento a esta população, contribuindo para o desenvolvimento, a implementação e o monitoramento de políticas públicas.
Este projeto trata-se de uma parceria com a Associação Beneficente O Pequeno Nazareno, que atende crianças e adolescentes em situação de rua em Fortaleza, Recife e Manaus com serviços de abordagem social de rua, acolhimento institucional e trabalho de fortalecimento de vínculos. Esta é uma das organizações cofundadoras da Campanha Nacional Criança Não é de Rua, atuante desde 2005. 

Relatório final

Ações 2019

Ações 2018

Equipe
Coordenação Projeto: Manoel Torquatto (OPN/Fortaleza-CE)
Coordenação Pesquisa: Irene Rizzini (DSS/PUC-Rio; CIESPI/PUC-Rio)
Coordenação Executiva: Maria Cristina Bó (CIESPI/PUC-Rio)
Assistente de coordenação executiva: Claudia Mendes (CIESPI/PUC-Rio)
Pesquisa
Renata Brasil (CIESPI/PUC-Rio)
Juliana Batistuta Vale (CIESPI/PUC-Rio)

TÔ GRÁVIDA, E AGORA? VOZES DE JOVENS EM CONTEXTOS DE VULNERABILIDADE

O projeto é desenvolvido com apoio da Associação Beneficente São Martinho

O projeto “Tô grávida, e agora?” teve início no segundo semestre do ano de 2016, após uma série de atividades realizadas pelo CIESPI/PUC-Rio incluindo a organização do seminário “Maternidade Adolescente e Jovem no Contexto das Ruas” (abril de 2016) e a publicação do boletim de pesquisa “Gravidez na adolescência e maternidade no contexto das ruas” (junho de 2016). Baseado em uma parceria de muitos anos entre o CIESPI/PUC-Rio e a Associação Beneficente São Martinho, o projeto foi intitulado, inicialmente, de “Gravidez e Maternidade de Adolescentes e Jovens em Situação de Rua”. Entre setembro e outubro de 2016, organizamos encontros com adolescentes grávidas e/ou mães com trajetórias de vida nas ruas, visando entender um pouco mais de sua realidade e ouvir suas demandas.

Em paralelo a este movimento, a Rede Rio Criança (em parceria com a ONG Kyio e o Ponto de Cultura Madame Satã) lançou o concurso audiovisual “Posso Falar?”, com o objetivo de sensibilizar para as questões relacionadas ao contexto das ruas e estimular a participação das crianças e adolescentes. Assim, surgiu a ideia de produzirmos um vídeo contando um pouco da experiência de vida das meninas. À época, utilizamos a pergunta geradora/provocadora: “Tô grávida, e agora?”. Esta pergunta tornou-se o nome do filme, que alcançou o primeiro lugar no referido concurso, e também se tornou o nome do projeto, a partir de então.

Dando seguimento as atividades realizadas, na Fase II reunimos um grupo de jovens mães em contextos de vulnerabilidade social para conversar sobre experiências de gravidez e maternidade. Através de oficinas semanais, realizadas durante três meses, foi possível escutar suas demandas, disponibilizar informações sobre o tema e pensar estratégias de acesso a direitos e cuidados em saúde.

Alguns dos temas abordados foram: “Gênero e Afetividade”; “Educar sem Violência”; “Exercício da Maternidade e da Paternidade”; “Conflito com a Lei”; “Exercendo Direitos”; “Saúde da Mulher”; “Aleitamento”; “Primeiros Cuidados”; e “Sexo e Drogas”. As rodas de conversa foram pensadas de modo a estimular a participação das jovens nos debates e foram permeadas por dinâmicas e pela exibição de pequenos vídeos.

A Fase III do projeto Tô grávida, e agora? Vozes de jovens em contextos de vulnerabilidade é uma etapa de pesquisa que tem como objetivo principal pesquisar e analisar o perfil das adolescentes e jovens mulheres (12-24 anos) em situação de rua atendidas pela Associação Beneficente São Martinho nas regiões da Lapa e do Centro do RJ. Os objetivos específicos são:

1) Levantar o perfil das ocupações e dos locais de abordagem atendidos pela São Martinho;
2) Levantar o perfil das adolescentes e jovens (12-24 anos) moradoras desses locais;
3) Analisar demandas relacionadas ao universo da gravidez e da maternidade.

A coleta de dados acontecerá entre os meses de outubro e novembro de 2018 e a previsão é de que os primeiros resultados sejam publicados no primeiro semestre de 2019.
Essa é uma iniciativa importante já que reunirá informações, principalmente, sobre adolescentes e jovens que moram nas ocupações e invasões existentes nas regiões centrais da cidade, sobre as quais dispomos de poucas ou quase nenhuma informação.
Em 25 de setembro de 2018, aconteceu o curso de treinamento dos educadores sociais e outros profissionais que atuarão na pesquisa de campo da terceira fase do projeto.

Ações 2019

Ações 2018

Ações 2016 - 2017

Equipe
Coordenação
Irene Rizzini (DSS/PUC-Rio; CIESPI/PUC-Rio)
Lucimar Correa (Associação Beneficente São Martinho)
Coordenação executiva: Maria Cristina Bó (CIESPI/PUC-Rio)
Assistente de coordenação executiva: Claudia Mendes - CIESPI/PUC-Rio
Pesquisa
Renata Brasil (CIESPI/PUC-Rio)
Juliana Batistuta Vale (CIESPI/PUC-Rio)
Técnico de referência (Serviço Social)
Diego de Bem (Associação Beneficente São Martinho)

ENTRE A CASA, AS RUAS E AS INSTITUIÇÕES: CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE RUA E AS INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CNE, Cientista do Nosso Estado – Nº Processo FAPERJ/CNE. E-26/202.812/2017

O projeto, realizado com o apoio da FAPERJ, sob a coordenação da professora Irene Rizzini, do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio e diretora do CIESPI/PUC-Rio tem como foco a análise da questão do acolhimento institucional destinado a crianças e adolescentes em situação de rua no Brasil, com um recorte sobre os serviços oferecidos no estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa, com duração de 3 anos, possibilitará desenhar a composição dos serviços de acolhimento institucional oferecidos para crianças e adolescentes em situação de rua no Brasil. Possibilitará, ainda, uma análise sobre as especificidades do estado do Rio de Janeiro, assim como a elaboração de subsídios para o aprimoramento das políticas, programas e ações relacionados ao tema em questão.

O projeto está sendo desenvolvido em três frentes principais:

1 - Ampla revisão da produção acadêmica nacional, publicada entre 2000 e 2017, sobre o acolhimento institucional de crianças e adolescentes em situação de rua, bem como sua sistematização e análise.
2 - Estudo sobre as políticas, as normativas e os planos governamentais que versam sobre esse tipo de serviço no Brasil.
3 - Realização de uma pesquisa com foco sobre as unidades de acolhimento existentes no estado do Rio de Janeiro.

Ações 2019

Ações 2018

Equipe
Coordenação e pesquisa: Irene Rizzini (Professora do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio e diretora do CIESPI/PUC-Rio)
Pesquisa: Renata Brasil (Pesquisadora do CIESPI/PUC-Rio)
Bolsistas: Mônica Regina de Almeida Figueiredo, Hanna Azevedo Coelho e Letícia Cristina Ferreira da Silva (Alunas do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio, Iniciação Científica PIBIC/CNPq, PUC-Rio e FAPERJ).

CONTRASTES: INFÂNCIA E CIDADE - METODOLOGIAS DE ESCUTA

Ao longo de seus 30 anos, o CIESPI/PUC-Rio desenvolveu metodologias de escuta de sujeitos envolvidos em seus mais diversos projetos. Alguns dos elementos disparadores tem sido: objetos lúdicos, fotografias, vídeos, cartografias, entre outros.

O projeto Contrastes: Infância e Cidade - metodologias de escuta e participação surgiu da observação de fotografias que compõem a exposição Crianças no Rio de Janeiro: Contrastes realizada pelo CIESPI/PUC-Rio e a Universidade de Østfold, Noruega, e das discussões no GT de Implementação do Plano Municipal pela Primeira Infância, instituído no CMDCA. Nesse âmbito, a necessidade de desenvolver metodologias de escuta, que garantam o direito de participação de crianças e adolescentes na formulação de políticas públicas, intensifica-se.
A proposta é estruturar uma metodologia, por meio de experimentações em grupos, utilizando elementos disparadores da convivência que acionam conversas e escuta participativa. A estratégia adotada tem como base a realização de oficinas de criação que partem de silhuetas de gestos de crianças, retiradas de fotografias, para que sejam desenvolvidos desenhos e relatos que revelem vivências e olhares sobre a cidade onde se habita.

Veja aqui: Folder Contrastes

Leia o artigo: Olhares das crianças sobre suas cidades: reflexões sobre aportes metodológicos.

Assista ao vídeo: Contrastes: infância e cidade.

Leia o Caderno 6: Contrastes: Infância e Cidade - metodologias de escuta e participação

Visite as exposições: Contrastes: mosaicosContrastes nas escolasExposição Escola Parque; Exposição Brasil Noruega.

Ações 2020

Em 2020, o projeto está temporariamente em pausa e aguardo já que as possibilidades de comunicação requerem uma estrutura privada que contemple a disponibilidade de equipamento, sinal ininterrupto para internet e espaço e físico adequado a uma participação concentrada, realidade essa inexistente ou precária para alunos de escolas públicas.
Em curso, a equipe estrutura a ampliação da metodologia incluindo novas estratégias de escuta participativa que abarquem as inúmeras tensões vivenciadas nesse repentino e longo período de afastamento da rotina escolar e comunitária que revela um intrincado cenário que afeta e acomete a vida privada.

Histórico 2016 - 2019

Equipe

Coordenação: Irene Rizzini - PUC-Rio/DSS; CIESPI/PUC-Rio
Coordenação executiva: Maria Cristina Bó - CIESPI/PUC-Rio
Assistente de coordenação executiva: Claudia Mendes - CIESPI/PUC-Rio
Pesquisa e dinamização: Cristina Laclette Porto - CIESPI/PUC-Rio
Pesquisa e dinamização: Nathercia Lacerda - CIESPI/PUC-Rio

CENTRO LÚDICO ROCINHA - PONTO DE CULTURA

O Centro de Cultura e Educação Lúdica da Rocinha (mais conhecido como Centro Lúdico da Rocinha) é um Ponto de Cultura criado e desenvolvido através da parceria entre o CIESPI /PUC-Rio e profissionais e jovens da Rocinha, atuantes nas áreas da cultura, da educação e da saúde. Tem como objetivo construir, de forma coletiva, um espaço de discussão e ação que valorize a história, a memória, a cultura e a prática educacional da Rocinha, tendo a ludicidade e a liberdade de criação como eixos.

O ano de 2019 marca o término do convênio com a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e avança em planejamentos de novas ações em diálogo com as instituições parceiras e com o Museu Sankofa – Memória e História da Rocinha.

No ano de 2020, em virtude da situação turbulenta que envolve a pandemia somada às tensões políticas e ao permanente estado de prontidão em que vive a população mais pobre do país e dado ao escopo do projeto que atua mais especificamente na cidade do Rio de Janeiro, as atividades do Centro Lúdico da Rocinha estão temporariamente suspensas já que elas são de característica presencial. Em paralelo, a equipe estrutura e avalia as possibilidades de uma proposta temporária que não implique em risco para o conjunto de participantes.

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Visite as exposições:

Objetos lúdicos 2017

Narrativas lúdicas 2017

Rocinha lúdica 2016

Brinquedo: mensageiro das infâncias 2011

Brinquedo vira rua, rua vira brinquedo. A rua que queremos. A cidade que queremos. A criança e a cidade 2011

Ações 2018_2019

Ações 2017

Ações 2016

Histórico

Equipe

Coordenação: Irene Rizzini - PUC-Rio/DSS; CIESPI/PUC-Rio 
Coordenação executiva: Maria Cristina Bó - CIESPI/PUC-Rio
Assistente de coordenação executiva: Claudia Mendes - CIESPI/PUC-Rio

Coordenação técnica: Nathercia Lacerda - CIESPI/PUC-Rio
Articulação Político-Cultural: Antonio Carlos Firmino - CIESPI/PUC-Rio
Mediação Cultural Rocinha: Lucas Pablo Silvestre de Oliveira
Mediação Cultural Rocinha: Maria da Paz Macedo Pereira 
Mediação Cultural Rocinha: Maria Marta Diniz da Silva

LUDICIDADE DA MEMÓRIA - PONTO DE MEMÓRIA

O CIESPI PUC-Rio tornou-se um Ponto de Memória em 2012 através do EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO N° 9, de 13 DE OUTUBRO DE 2011 PRÊMIO PONTOS DE MEMÓRIA 2011. A partir de então, passou a desenvolver a linha de ação e pesquisa intitulada “Ludicidade da memória”. Ao longo dos anos, desenvolve diferentes atividades que promovem um diálogo permanente entre a memória e a ludicidade. A opção pela montagem de exposições tem sido o principal canal para a interação com o público, abordando diferentes temas. A participação na Rede de Pontos de Memória e na Rede de Museologia Social tem sido permanente.

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Nos anos de 2019-2018, o projeto Ludicidade da Memória esteve em especial conexão com o projeto Rocinha Lúdica através da edição de quatro vídeos – Arautos Brincantes, Calangos Brincantes, Águas e militância política na Rocinha - e da criação do Estandarte “Siga o Sankofa”.
O material produzido contribui com o enriquecimento do acervo do Museu Sankofa: Memória e História da Rocinha.

Produções colaborativas
Participações e parcerias

Equipe

Coordenação: Irene Rizzini - PUC-Rio/DSS; CIESPI/PUC-Rio
Coordenação executiva: Maria Cristina Bó - CIESPI/PUC-Rio
Pesquisa / Articulação comunitária
Nathercia Lacerda - CIESPI/PUC-Rio
Antônio Carlos Firmino – CIESPI/PUC-Rio

Histórico

O projeto Ludicidade da Memória: práticas museais no Horto e na Rocinha objetiva compartilhar o percurso realizado pelo CIESPI através dos projetos Rede Brincar e Aprender e Centro de Cultura e Educação Lúdica da Rocinha, desenvolvidos em parceria com pessoas e instituições de quatro comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro – Rocinha, Horto, Santa Marta e Mangueira de Botafogo. Destacamos que na Rocinha e no Horto as ações ligadas a brinquedotecas comunitárias desencadearam práticas museais que deram suporte para a criação do Museu Sankofa e do Museu do Horto. A intenção é valorizar um processo que vem aglutinando pessoas, histórias, práticas colaborativas e memórias que propiciaram a criação de um acervo de brinquedos, imagens, depoimentos e relatórios construídos na convivência com grupos locais.

Ações 2017

Ações 2012 a 2016