Base LEGIS

Base LEGIS

APRESENTAÇÃO

Base legislativa nacional e internacional relativa à infância e à adolescência com leis, acórdãos, decretos, projetos de lei e portarias (de 1824 a 2017) e um acervo internacional de normas adotadas pelo ordenamento jurídico brasileiro.

O Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (CIESPI), em convênio com a PUC-Rio apresenta a versão atualizada da Base Legis, incluindo a Base Legis Internacional composta por normas e um acervo de leis e documentos internacionais em língua estrangeira. A Base Legis foi lançada em 2007 e, desde então, a equipe vem acolhendo atenciosamente as sugestões de nossos usuários, buscando meios para torná-la ainda mais completa.

Originalmente, a Base Legis era composta por um abrangente acervo da legislação brasileira focado em temas que, direta ou indiretamente, se referem à história do direito da criança e do adolescente no Brasil. Neste sentido, a Base reunia instrumentos da legislação brasileira a partir de 1824, unindo legislações históricas e atuais do País.

A versão internacional traz a novidade da inclusão dos principais acordos e tratados internacionais sobre direitos da criança e do adolescente, dos quais o Brasil é signatário, tendo em vista estes integrarem o conjunto de instrumentos normativos que se somarão, para a Proteção Integral, aos outros nacionais já integrantes da Base Legis.

A Base Legis contém recursos de busca de modo a facilitar a pesquisa do material: no presente, são possíveis seleção por período e ano; em breve estarão disponíveis, recursos adicionais de busca por assunto e número do documento legislativo.

Para conhecer um pouco mais sobre a Base Legis, seu processo de criação e de atualização, acesse as seções abaixo, clicando no título de cada uma.

O QUE É A BASE LEGIS?

A Base Legis é um detalhado acervo legislativo que trata especificamente da criança, do adolescente e dos temas que lhes são conexos, contendo documentos legislativos datados do início do século XIX até os dias atuais. Ao todo, são mais de 260 documentos legislativos, distribuídos em Constituições, Leis, Projetos de Lei, Decretos, normas internacionais, discursos e pronunciamentos históricos de personalidades dos meios político e jurídico, bem como outros documentos históricos diretamente ligados à aplicação da Lei.

Paralelamente, a Base Legis Internacional é o acervo referente aos principais instrumentos legais internacionais (acordos, tratados, pactos, entre outros) que concernem aos direitos da criança e do adolescente, dos quais o Brasil figura como signatário. Estes instrumentos internacionais integram o ordenamento jurídico especial de que são titulares crianças e adolescentes.

O acervo de Leis e Documentos Internacionais em língua estrangeira (espanhol e inglês), consiste em um conjunto de normas específicas (Constituição Federal do Brasil, Estatuto da Criança e do Adolescente, Convenção dos Direitos sobre os direitos da Criança e do Adolescente, entre outras) direcionado especialmente ao púbico internacional interessado em documentos nacionais e internacionais referentes aos direitos da criança e do adolescente.

Este acervo é fruto de um projeto ambicioso, que teve início no final da década de 1990, através de uma linha de pesquisa sobre a história da assistência à infância no Brasil . O objetivo inicial era resgatar documentos históricos, catalogá-los e reconstruir diversos aspectos da história da infância e da adolescência. Destacam-se entre os temas pesquisados, a história da legislação, das idéias e das práticas destinadas à infância pobre e as raízes históricas da assistência pública e privada voltada para este segmento da população brasileira.

A QUEM SE DESTINA A BASE LEGIS?

Tendo em vista a interdisciplinaridade dos temas relacionados à população infantil e adolescente, pode-se afirmar que o público-alvo é bastante variado, abarcando operadores da área jurídica, profissionais diretamente ligados ao sistema de garantias de direitos, além de estudantes e pesquisadores de diversas áreas do saber, que se dedicam ao estudo e à atuação direta com crianças e adolescentes.

A ATUALIZAÇÃO DA BASE LEGIS

A primeira versão da Base Legis foi disponibilizada na internet a partir de 2003, referindo-se ao período de 1824 a 2002. Diante da grande demanda pelas informações disponibilizadas no site e do forte compromisso da equipe do CIESPI para com a pesquisa e a exploração dos temas relacionados à história da criança e do adolescente, percebeu-se a necessidade de atualizar o acervo e proporcionar uma forma mais fácil e ágil de realizar a pesquisa e ter acesso ao conteúdo da Base.

Com esse intuito, em maio de 2006, iniciou-se o projeto de atualização , com os seguintes objetivos: revisão dos documentos existentes no acervo, atualização da base de dados, com acréscimo de normas legais que entraram em vigor até o mês de maio de 2007, e construção de um mecanismo de pesquisa capaz de facilitar e agilizar o acesso do usuário ao conteúdo da Base.

Em 2009, foi retomado o projeto de atualização periódica do acervo, com a busca de novos instrumentos legais, após 2007. Ao mesmo tempo, foi assumido o desafio de construção da Base Legis Internacional, para a formação de acervo de instrumentos internacionais referentes aos direitos da criança e do adolescente firmados pelo Brasil. Em 2011, lançamos a proposta de um novo enfoque da Base Legis, levando em conta que a Proteção Integral no âmbito jurídico não se restringe aos documentos legislativos nacionais e tampouco ao Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069 de 1990), mas a um conjunto de normas produzidas nacional e internacionalmente no intuito de garantir os Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.

A partir de 2012, a Base Legis é atualizada anualmente. 

METODOLOGIA

Com a finalidade de alcançar o objetivo de acesso fácil e rápido à base de dados, a equipe catalogou a legislação e os demais documentos históricos por assunto. Por fim, elaborou-se uma síntese da trajetória histórica da legislação para a infância e a adolescência no Brasil. A proposta foi introduzir o leitor a uma contextualização histórica sobre essa parcela da população brasileira e, assim, possibilitar uma melhor compreensão sobre a construção dos direitos humanos concernentes às crianças e aos adolescentes.

CLASSIFICAÇÃO POR ASSUNTO
  • Abuso e exploração sexual
    Relativo a medidas de proteção a crianças e adolescentes contra situações de abuso sexual e/ou exploração sexual.

  • Acordos internacionais ratificados no Brasil
    Normativas internacionais ratificadas no Brasil e que tem obrigatoriedade legal no país, sendo equivalentes às leis ordinárias do ordenamento jurídico interno.

  • Atividade legislativa
    Relativo a qualquer atividade, processo ou sessão legislativa que precede o sancionamento de legislação. Podem estar incluídos aqui projetos de leis entendidos como de relevante valor histórico (ainda que não tenham sido sancionados como lei), discursos em plenário, e quaisquer outros documentos oriundos de atividades do Congresso ou Senado.

  • Conflitos armados
    Relativo à proteção de crianças e adolescentes em contexto de guerras e conflitos armados.

  • Constituições
    Exclusivo para Constituições Federais e Emendas Constitucionais que modificam estas constituições.

  • Crime
    Refere-se à tipificação e/ou alteração de crimes, sanções e penas contra os direitos de crianças e adolescentes, assim como infrações penais cometidas por crianças e adolescentes. Também pode se referir à administração de pena e atribuição de responsabilidade.

  • Direitos da mulher
    Legislações que lidam em primeiro plano com direitos da mulher, atingindo, de forma reflexa, o direito da criança, ao criarem disposições protetivas, por exemplo, para suas mães.

  • Documentos de organizações regionais
    Tratados internacionais, declarações e relatórios emitidos por organizações internacionais circunscritas a regiões específicas do mundo (América, África, Europa, etc.) e não participantes do Sistema ONU. Acompanhado do nome da região a qual se refere cada documento.

  • Documentos do sistema ONU
    Tratados internacionais, declarações e relatórios emitidos pela Assembleia das Nações Unidas ou pelas outras organizações independentes que compõe a rede da Organização das Nações Unidas (ONU), tais como a UNICEF, UNESCO, OIT, etc..

  • Educação e cultura
    Relativo a proteção, garantia e defesa do direito à educação.

  • Família e adoção
    Relativo à questão familiar e tutelar – guarda, tutela e adoção; ao poder familiar; ao direito à convivência familiar e comunitária; e à proteção de crianças e adolescentes em ambiente familiar e comunitário.

  • Institucionalização
    Se refere a unidades de internação e privação de liberdade de crianças e adolescentes (sistema socioeducativo) ou execução penal de mães e pais presos. Também pode se referir ao tratamento destinado aos internos/presos.

  • Legislação correlata
    “Outros”. Qualquer assunto que não seja diretamente relacionado a crianças e adolescentes, mas que lhes impliquem indiretamente. Exemplos: direito da mulher, maternidade/paternidade, amamentação, Bolsa Família, Ministério/Secretarias Sociais, etc..

  • Leis e Normativas Internacionais
    Categoria geral para os documentos de valor jurídico emitidos na esfera internacional.

  • Órgãos Públicos/competências
    Legislação que atribua funções a órgãos públicos e/ou instituições, fundações, conselhos, comissões, etc. Cabe também a instrumentos de criação de novos órgãos.

  • Proteção/assistência/políticas públicas
    Legislação relativa a programas e políticas públicas de proteção a infância e juventude no âmbito da Assistência Social. Pode incluir Conferências, Planos periódicos, Programas, Campanhas, Fundos, atividades de Conselhos/Comissões (que não se confundam com atribuição de funções – vide “Órgãos Públicos/Competências”).

  • Saúde
    Relativo a proteção, garantia e defesa do direito à saúde.

  • Soft Law
    Normativas internacionais não juridicamente vinculativas, sem obrigatoriedade legal – representam no entanto um compromisso internacional para os país que as assinam.

  • Trabalho/trabalho infantil
    Relativo a medidas de proteção da criança e do adolescente em relações de trabalho e/ou em situação de exploração do trabalho.

  • Tratados de direitos humanos
    Documentos internacionais que enunciam princípios de direitos humanos (gerais ou para categorias).

  • Violência
    Relativo a medidas de combate à violência contra crianças e adolescentes.

    FONTES

    O conteúdo da Base Legis provém de consultas a diversas instituições e de buscas na internet. A seguir, indicamos as principais fontes.

    Instituições:

    Academia Nacional de Medicina do Rio de Janeiro
    Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro
    Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
    Biblioteca da Santa Casa de Misericórdia
    Biblioteca do Exército Franklin Doria — Loba Viana
    Biblioteca Popular Euclides da Cunha
    Biblioteca Popular Machado de Assis
    Biblioteca Popular de Copacabana
    Câmara dos Deputados (Distrito Federal)
    Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (CBIA)
    Centro de Cultura Luís Freire (Olinda)
    Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (CIESPI, PUC-Rio)
    Centro Interuniversitário de Estudos da América Latina, África e Ásia (Olinda)
    Centro Josué de Castro (Recife)
    Centro Nacional de Referências Históricas (Mariana)
    Escola Superior de Guerra
    Fórum do Rio de Janeiro
    Fundação Biblioteca Nacional
    Fundação Carlos Chagas (São Paulo)
    Fundação Casa de Rui Barbosa
    Fundação Getúlio Vargas
    Fundação Joaquim Nabuco (Recife)
    Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (UFRJ)
    Instituto Fernandes Figueiras
    Instituto Histórico e Geográfico
    Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ)
    Juizado de Menores do Rio de Janeiro
    Ministério da Educação (Distrito Federal)
    Ministério da Fazenda (Distrito Federal)
    Ministério das Relações Exteriores
    Ministério Público do Estado do Paraná
    Museu da República
    Ordem dos Advogados do Brasil
    Organização das Nações Unidas
    Organização Internacional do Trabalho (Distrito Federal)
    Palácio do Catete Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
    Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
    Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
    Procuradoria Geral do Estado
    Promotorias da Criança e do Adolescente (Curitiba)
    Senado Federal (Distrito Federal)
    UNICEF — Fundo das Nações Unidas para a Infância (Brasília)
    Universidade de Brasília (Distrito Federal)
    Universidade de São Paulo (CEDHAL)
    Universidade do Vale do Rio dos Sinos (São Leopoldo/RS)
    Universidade Federal do Rio de Janeiro
    Universidade Federal Fluminense
    Universidade Federal da Bahia (Salvador)
    Universidade Federal de Minas Gerais — (Belo Horizonte)
    Universidade Federal de Pelotas — (Pelotas/RS)
    Universidade Federal de Pernambuco (Recife)
    Universidade Federal do Ceará/Núcleo Cearense de Estudos e Pesquisas sobre a Criança/Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais (Fortaleza)
    Universidade Federal do Paraná (Curitiba)
    Universidade Federal do Rio Grande do Sul — Centro de Estudos Psicológicos sobre
    Universidade Santa Úrsula

    Buscas na Internet:

    Fontes de leis:
    www.camara.gov.br 
    www.senado.gov.br 
    www.planalto.gov.br 
    www.onu.org.br 
    www.unicef.org 
    www.lasil-sladi.org 
    www.itamaraty.gov.br 
    www.mre.gov.br 
    www.pge.sp.gov.br 
    www.direitoshumanos.usp.br 
    www2.camara.leg.br             
    www.oas.org 
    www.dhnet.org.br 
    www.direitoshumanos.gddc.pt 
    www.gddc.pt 
    www.cidh.oas.org 

    EQUIPE

    Coordenação

    Irene Rizzini - Professora e pesquisadora do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio e Diretora do Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (CIESPI).
    E-mail: irizzini.pucrio.ciespi@gmail.com   

    Coordenação executiva

    Maria Cristina Bó - Doutora em ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), graduada em química; com ampla experiência na área de gestão de projetos de pesquisa e na área social.
    E-mail: mcrisbociespi@gmail.com 

    Pesquisa

    Julia Maia Goldani - Graduanda de ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bolsista de extensão do Projeto Interdepartamental de Práticas com Adolescentes Envolvidos em Conflitos com a Lei (PIPA/UFRGS), sob orientação da Prof. Dra. Ana Paula Motta Costa, durante o ano de 2017. É vinculada ao grupo de pesquisa CNPq EDAV (A efetividade dos direitos fundamentais dos adolescentes envolvidos em situação de violência), coordenado pela mesma professora, tendo publicado dois artigos de iniciação científica relacionados à sua temática.
    Email: juliamgoldani@gmail.com 

    Julia Medina da Costa Gomes - Bacharel em direito pela UFF/RJ; mestre em direito pela Universidade de Aberdeen. Advogada do escritório Trench Rossi Watanabe - RJ.
    E-mail: julia.gomes@trenchrossi.com

    Ana Paula Motta - Doutora em direito pela PUC/RS, mestre em ciências criminais PUC/RS e graduação em sociologia. Professora da Faculdade de Direito da UFRGS e coordenadora do Projeto de Pesquisa A Efetividade dos Direitos Fundamentais dos Adolescentes envolvidos em Situação de Violência. Membro da coordenação do Programa de Extensão PIPA - Práticas Interdepartamentais com Adolescentes.
    E-mail: anapaulamottacosta@gmail.com 

    Moniza Rizzini Ansari – Doutoranda em direito pela Birbeck University, Londres e mestre em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); pós-graduação (MBE) pelo Núcleo de Estudos Internacionais da UFRJ e graduação em direito pela UFRJ e em ciências sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
    E-mail: monizarizzini@hotmail.com 

    Daniela Calandra Martins Rodrigues - Bacharel em direito pela UERJ. Defensora Pública Titular da Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
    E-mail: daniela_cmartins@yahoo.com.br 

    Elisa Costa Cruz - Bacharel em direito pela UFRJ e mestre em direito civil pela UERJ. Defensora Pública do Estado do Rio de Janeiro e professora de direito civil.
    E-mail: elisa.cruz@dpge.rj.gov.br 

    Pedro Affonso Hartung - Advogado, membro do Instituto Alana desde 2007. Doutorando em direito do Estado, com pesquisa na área dos direitos da criança, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da USP - Universidade de São Paulo e graduado pela mesma instituição. Especializado em fundamentos do direito alemão, com ênfase em direito internacional público pela Universidade Ludwig-Maximilians (LMU) de Munique, Alemanha.
    E-mail: pedro@alana.org.br 

    Fernando da Silva Cardoso - Doutorando em direito na PUC-Rio. Mestre em direitos humanos pela Universidade Federal de Pernambuco. Pós-graduado em direitos humanos pela Universidade Federal de Campina Grande. Professor assistente, subcoordenador de pesquisa e extensão e membro do Núcleo Docente Estruturante do Curso de Direito da Universidade de Pernambuco, campus Arcoverde.
    E-mail - cardosodh8@gmail.com